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Divisão das Comunidades Brasileiras (DBR) no Facebook

 

Análise sobre o declínio da taxa de poupança japonesa e seu impacto na economia do Japão

O Consulado-Geral do Brasil em Tóquio apresentou, em 10/04/2015, análise sobre o declínio da taxa de poupança japonesa e seu impacto na economia daquele país asiático:

"Mídia japonesa tem destacado, nos últimos dias, a declinante taxa de poupança interna registrada no Japão como um dos aspectos limitadores da recuperação econômica do país, não obstante o estímulo promovido pela "Abenomics". O baixo índice de poupança afeta os níveis de consumo no país, com implicação negativa sobre a almejada recuperação do crescimento econômico.

2. Embora o Japão ainda possua elevada poupança, concentrada em grande parte nas mãos dos grandes conglomerados, tem-se observado que os cidadãos estão consumindo tanto ou mais do que recebem, resultando no crescimento do número dos chamados "poupadores nulos" ou "zero savers". O estímulo econômico, focado no incentivo ao consumo, não resultou em aumentos salariais abrangentes, que ficaram restritos a algumas companhias (vide Tel 180) e a profissionais em carreiras de tempo integral e de longo prazo, cada vez mais raras no país.
A baixa poupança ameaça também o já sufocado sistema de pensão nacional, uma vez que os indivíduos cada vez mais contam com a pensão pública para viver.

3. Fontes locais argumentam que o problema está, em parte, no fato de que o estímulo econômico e a desvalorização do iene beneficiaram em maior medida as grandes empresas exportadoras, não havendo incentivos a maiores investimentos por parte da indústria. A situação gera limitado impacto no mercado de trabalho, uma vez que não há criação de novos postos em carreiras sólidas, favorecendo a informalidade na economia.

4. Com o aumento dos empregos temporários, tem-se reportado na imprensa a difícil situação trabalhista dos que são chamados trabalhadores descartáveis ("disposable workers"), aqueles que podem ser facilmente demitidos e que não dispõem de rede de proteção social. O fato atinge em especial trabalhadores com idades avançadas, mas cada vez mais afeta também os jovens.

5. Uma vez que significante proporção da comunidade brasileira encontra-se em situação semelhante, isto é, em empregos em sua maioria terceirizados via empreiteiras, e distantes das chamadas carreiras sólidas, nossos concidadãos também continuarão a enfrentar dificuldades para manter suas famílias e educar seus filhos, o que deverá perdurar enquanto não houver perspectivas de reaquecimento da economia japonesa".

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